05 setembro 2017

Terminei a camisola ravello III


Apesar do calor que se fez sentir nas duas últimas semanas tricotei mais uma camisola ravello! Tal como as outras duas, fiz algumas alterações ao modelo, fiz levemente cintada, I-cord nas mangas e no decote. Nesta usei o fio Noble da Holst Garn com 5% de caxemira ficou mais macia e mais fina, não fiz amostra 😇 optei por tricotar o tamanho M, que resultou num S tal como pretendia.

Usei agulhas de tricot circulares de 3,25 mm, o fio rendeu bastante mas demorou imenso tempo a crescer,  gastei apenas 145 gr de fio. 

Gostei do toque da caxemira, este fio é mais macio do que o Supersoft, quanto aos tons convém comprar a quantidade suficiente de fios para tricotar uma peça por causa do tinto, pode variar conforme o lote, comprei um segundo novelo na cor linen para tricotar as mangas veio com um lote diferente, notava-se diferença nos tons dos dois novelos um mais amarelado outro mais acinzentado, optei por usar o primeiro nas riscas e o segundo nas partes lisas da manga para não se notar muito.

Linda, com as cores de outono, leve e quente!

As próximas, em principio não vou partilhar... pelo menos para já 😀, para não estragar a surpresa dos tons! Isto significa que vou estar ausente por um tempo mas vou estar a tricotar mais umas camisolas, assim espero! 😊

Tricotem muito, sejam felizes!!! Beijos e abraços. 







29 agosto 2017

WIP

Este ano tem sido sem dúvida um ano dedicado às camisolas top down sem costuras, nas agulhas tenho mais um modelo ravello by Isabell Kraemer, desta vez com cores de outono. Na agenda tenho a encomenda de duas camisolas deste modelo, para tricotar até ao final do ano 😉! É um modelo versátil, dá para brincar com os tons e criar padrões diferentes, jovem e bonito!

Comprei três novelos do fio Noble da Holst Garn para experimentar este fio, tem 95% Extra fine Geelong e 5% Cashmere, é um fio mais macio e mais fino do que o Supersoft.

Comecei a tricotar seguindo o modelo, depois da cava usei dois tons porque o fio era insuficiente para tricotar o corpo só de uma cor, as mangas inicialmente pensei em seguir o mesmo padrão mas, entretanto resolvi tricotar usando os tons mais claros, ( o cru para aproveitar um resto de fio que tinha Supersoft, e o Noble na cor Linen). 

mais detalhes aqui: 







19 agosto 2017

Piripiri caseiro

Há três semanas colhi os piripiris,  fiz um colar com eles, deixei-os ao sol para secarem bem. A ideia era utilizá-los para fazer azeite aromatizado picante.

Esterilizei dois frascos, num coloquei o azeite caseiro, flor de sal, alhos picados, louro, piripiri aberto ao meio e outros inteiros, noutro frasco usei aguardente bagaceira caseira, piripiri cortado ao meio e inteiros.

Agora é agitar os frascos todos os dias durante umas duas semanas 😄 estou curiosa para ver o que vai sair daqui!!! Eu aprecio mas não posso abusar do picante, fiz para o meu marido que é apreciador. Este se ficar bom é especial, 😁 foi produzido cá em casa na varanda, num vaso!







12 agosto 2017

Algarve mediterrânico


A capa do livro já me era familiar, vi este livro há dias na Fnac, não o folheei pensando ser só mais um livro de culinária.

No último Mercado fora d'horas em Silves deste ano, tive a oportunidade de participar nas "Conversas sobre Cozinha Tradicional Algarvia" - A comida e o Olhar, onde um dos oradores convidados foi Vasco Célio, fotógrafo, co-autor deste livro. 

Uma conversa informal sobre o a importância da imagem relacionada com a comida, uma imagem vale por mil palavras, conseguimos nós sentir o paladar e o cheiro ao ver uma imagem de um bom prato? Vasco Célio falou com tanto carinho sobre o "Algarve mediterrânico" e sobre o trabalho fotográfico que desenvolveu ao longo dos quatro anos da recolha de imagens, que confesso, fiquei com vontade de conhecer o livro! 

Como a minha infância e adolescência foi vivida no mundo rural, no interior algarvio, sabia que ia apreciar o livro e adquirir novos conhecimentos sobre o nosso património cultural / gastronómico algarvio, no meu caso também viajei no tempo! 

Estávamos nos anos 70/ 80 vivíamos numa quinta com 15 ha de citrinos, os meus pais eram "quinteiros" nessa quinta, a nossa alimentação era feita com os produtos da terra que o meu pai cultivava. Fruta havia muita, tínhamos fartura de tudo, gostava de apanhá-la  da árvore e comer, raramente tínhamos fruta na fruteira. 

Belos pêssegos, belas uvas, nêsperas, damascos, ameixas, figos, laranjas, etc., etc. as frutas da época como a melancia, enormes... às vezes ao final da tarde nós e os trabalhadores da quinta comíamos uma melancia e eu estava sempre de olho no castelo (o centro da melancia que não tem sementes). 

Fazíamos as matanças do porco, o pão cozido no forno de lenha, as caracoladas e as caldeiradas de enguias apanhadas no rio. A minha mãe raramente ia a um talho, comíamos frango do campo, coelho, porco, ovos. O peixe, passava um peixeiro numa motorizada, transportava o peixe numas caixas de madeira com gelo, a sardinha o carapau, a cavala, o peixe espada. Fazíamos grandes assadas e comíamos às vezes debaixo da grande nogueira ao lado do tanque da rega. Na altura não apreciava todos os pratos nem todos os sabores, havia um prato que a minha mãe me incumbia de cozinhar... eu detestava fazê-lo 😁 - Cozinha de batatas.

É um prato desta região do interior algarvio consiste em fazer um refogado com cebola, alho, azeite, tomate, acrescentar água, sal, pimenta, deixar ferver, juntar feijão verde e batatas às rodelas, quando estiver cozido, fatiar pão caseiro dispor no fundo de uma "pelengana" (tigela grande de loiça vidrada) e deitar o preparado por cima das fatias do pão. Eu fazia umas variantes, às vezes punha linguiça, salsa, cenoura, hortelã. 

O pai dizia sempre que estava óptimo 😉 adorava as minhas cozinhas de batata! Eu detestava cozinhar este prato, dizia: lá vou ter que cozinhar batatas com batatas!

Outra tarefa que me incumbiam de fazer era: ferver o leite,  ficava de plantão frente ao fogão a controlar o fervedor, às vezes distraía-me e lá vinha o leite para o lume! 😀 Limpar o fogão era a palavra de ordem!

Tenho tantas saudades desses tempos... éramos tão felizes e não sabíamos! 

10 agosto 2017

Terminei o SpliTTop

Duas semanas foi o tempo que demorei a tricotar o SpliTTop! Nas primeiras voltas surgiram dúvidas sobre como tricotar as carreiras encurtadas, estive para desistir... as instruções com onze páginas escritas em inglês assustaram-me 😀 fiquei dois ou três dias bloqueada, depois com calma fiz o que costumo fazer: peguei nas agulhas e no fio, fui lendo e seguindo o que está escrito, a designer menciona os links de alguns vídeos onde explicam algumas técnicas. 

O facto de tricotar à portuguesa complica um bocado, (já me habituei a tricotar com o alfinete de tricot), é mesmo uma questão de hábito!

O Splittop foi uma aventura, um desafio do princípio ao fim! Para já não penso repetir 😂 este modelo é preciso estar motivado para tricotá-lo! 

Adorei o resultado!!! É confortável, não ficou justo porque pareceu-me que o tamanho S ficaria apertado, não queria que marcasse o corpo optei pelo tamanho M, o fio é muito macio, os tons são exactamente como eu idealizei 😀!

Portanto tenho todos os motivos e mais alguns para estar satisfeita! Consegui tricotar o SpliTTop com design by LaMaisonRilile!!!

Seguem-se uns dias de férias das agulhas depois, bem... depois tenho uma encomenda de uma top- down 😜 quem diz que não a uma encomenda de uma amiga?

Boas férias, bons tricots!!!

nota: mais detalhes sobre o projecto aqui:










07 agosto 2017

"Tricot a metros"

Este é o estado da nação do meu SpliTTop! Este fim de semana foi muito produtivo, avancei bastante o corpo do top, fartei-me de dar às agulhas ansiosa por chegar ao canelado, tem sido um grande desafio 😀, é um modelo complexo, com uma construção cheia de pormenores. 

Estamos na fase dos acabamentos, comecei ontem o I-cord que falta para terminar o corpo, depois seguem-se as mangas e o decote, vamos ver se consigo ultrapassar os próximos dilemas!!! 😠